A predominância alcançada pela democracia representativa no mundo
ocidental, nas décadas finais do Século XX, intensificou as discussões
sobre o papel que a participação social e política tem na democracia. Mais
recentemente, novos valores trazidos pela chamada cibercultura passaram
a ser inseridos no debate, particularmente quanto ao conceito, às formas
de ação e às competências individuais necessárias ao uso das tecnologias
avançadas de informação e comunicação. Neste novo contexto, as
organizações da sociedade civil que anteriormente tinham, em sua maior
parte, objetivos mais sociais que políticos, passaram a desenvolver,
crescentemente, um papel de mediadoras de participação política, ainda
que esta não esteja em seus objetivos originais ou prioritários. Este artigo
resulta de pesquisa que busca compreender as competências digitais
desenvolvidas por organizações da sociedade civil no cumprimento de
seus objetivos sociais e políticos. Além do aprofundamento teórico sobre
os principais temas que permeiam o estudo, a metodologia inclui
entrevistas com gestores de organizações da sociedade civil sediadas em
Salvador, Bahia. Os resultados mostram que as organizações têm sido
levadas tanto a priorizar a participação política quanto a desenvolver
intensamente competências digitais em seu pessoal e em seu público-alvo.

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